O mercado imobiliário sempre foi reflexo direto das transformações da sociedade. Mudanças demográficas, comportamentais, econômicas e tecnológicas moldam não apenas os produtos oferecidos, mas principalmente o perfil de quem compra.
À medida que nos aproximamos de um novo ciclo de mercado, uma pergunta se torna cada vez mais estratégica para investidores, incorporadoras e compradores: quem serão os protagonistas da demanda imobiliária nos próximos cinco anos?
Os dados mais recentes da Brain Inteligência Estratégica ajudam a responder essa questão — e apontam para um mercado mais diversificado, mais sofisticado e guiado por novos comportamentos de consumo.
Para quem atua no segmento de alto padrão em cidades como Curitiba, entender esse movimento significa antecipar oportunidades.
A Geração Z entra definitivamente no mercado
Um dos movimentos mais relevantes observados pela Brain está no avanço da Geração Z, formada hoje por jovens entre 21 e 28 anos.
Segundo a pesquisa “Intenção de Compra de Imóveis – 4º trimestre de 2025”, esse grupo já apresenta 56% de intenção de compra, o maior índice entre todas as gerações analisadas.
Mais do que um dado estatístico, isso revela uma mudança importante: a nova geração está entrando no mercado mais cedo e com uma relação diferente com patrimônio.
Para esse público, o imóvel representa:
Além disso, esse grupo tende a valorizar:
Em cidades como Curitiba, isso fortalece a demanda por apartamentos bem localizados, produtos compactos premium e empreendimentos conectados à mobilidade e aos serviços.
Famílias em transição seguem impulsionando a demanda
Embora novas gerações ganhem protagonismo, o mercado continua fortemente impulsionado por famílias em fase de mudança de vida.
A Brain mostra que 55% das motivações de compra estão ligadas a transições pessoais, como:
Esses movimentos geram uma demanda constante, menos sensível a ciclos econômicos e mais conectada a necessidades reais.
No segmento premium, isso se traduz em buscas por:
O investidor ganha espaço
Outro dado importante da pesquisa mostra que 26% das compras de imóveis já acontecem com finalidade de investimento, como locação ou revenda.
Esse percentual vem crescendo e indica uma mudança clara na mentalidade do comprador.
O imóvel deixa de ser visto exclusivamente como moradia e passa a ocupar espaço como:
Nos próximos anos, esse perfil deve ganhar ainda mais força, especialmente em mercados maduros e com alta liquidez, como Curitiba.
O público de alta renda continua ativo — mas mais seletivo
A Brain também mostra que as faixas de renda mais elevadas seguem entre as mais interessadas em comprar imóveis.
Entre famílias com renda superior a R$ 20 mil mensais, a intenção de compra chega a 54%.
A diferença está no comportamento.
O comprador de alta renda continua ativo, mas se tornou mais criterioso.
Hoje, ele busca:
Mais do que metragem, o foco passa a estar em experiência, liquidez e longevidade do ativo.
Curitiba deve continuar atraindo múltiplos perfis de compradores
Poucas cidades conseguem reunir tantos vetores positivos quanto Curitiba.
A cidade oferece:
Esse conjunto permite que Curitiba continue atraindo diferentes perfis de compradores nos próximos anos:
Essa diversidade torna o mercado mais resiliente e menos dependente de ciclos específicos.
O futuro pertence a quem entende comportamento
Nos próximos cinco anos, o mercado imobiliário não será movimentado por um único perfil de comprador.
A demanda será impulsionada por múltiplas forças:
Entender essas mudanças deixou de ser diferencial — passou a ser parte essencial de qualquer decisão patrimonial.
Na W Investments, acompanhamos de perto dados, tendências e comportamento do consumidor para antecipar movimentos e identificar ativos que façam sentido hoje — e continuem relevantes amanhã.
Porque, no mercado imobiliário, entender quem vai comprar é a melhor forma de investir com visão de longo prazo.